quinta-feira, 1 de julho de 2010

Valsa Bicolor!

http://www.youtube.com/watch?v=bE2tckPifDs&feature=player_embedded

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Verso

A música sempre me tocou,
eu sempre toquei a música.
a gente se completa em toques sensuais.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Sobre a Flor Partida

A flor que abre a primavera
Que suga da terra sua vida
Que se depara e se esmera
No outono da folha caída.

Esta flor jamais aguarda
Que o pendor de sua sina
No futuro se resguarda
A um presente de menina.

E a menina que a receba
Talvez tenha alma partida
Ó menina, meu amor
Quero que você perceba
Que mais partida está a flor
Que por ti deu a sua vida.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Sobre Uma Nave

A minha luta é contra o tempo,
Por isso plano nos momentos feito ave
E lá de cima, o firmamento, sustenta as asas de uma nave

Misteriosa, arredondada, fria
Feito um disco voador
No céu a nave, circulava, ia
Tinha no rastro um “temporizador”

Me agarrei àquela nave louca
E entrei no ambiente do destempo
Senti até a minha alma solta
No ir e vir da corrente de vento

E entendi o sentido dos sonhos
A distorção de todos os sentidos
Eu tinha os olhos de camaleão
E de um lobo, tinha faro e ouvidos

Minha visão foi-se tornando clara
A minha dor foi-se quedando mínima
E toda a vida se arrastou tão rara
Em um centésimo da quântica-química.

Quando acordei, corri à poesia
E retratei a Única viagem
Mas como acontece a todo sonho
Me some da cabeça toda imagem.

O tempo é relativo porque tem seu motivo

domingo, 6 de junho de 2010

O Quarto

Há três dias estou dentro deste quarto.
Há três dias no escuro, apenas penso.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Dia de Mudança

Hoje me deparei com a mudança, vi o quanto é difícil mudar, mudar hábitos, formas, vícios, danças e tradições. Parece que a gente nasce com uma espécie de bloqueio, com uma espécie de estigma que nos faz procurar traçar um caminho rotinado, padronizado. Tentar sair desse caminho é o que diferencia os heróis dos comuns, os ricos, dos miseráveis, os sábios, dos meramente informados.
Como eu dizia, hoje eu me deparei com a mudança literalmente. Mudar de casa é uma mudança grande eu imagino. Hoje eu vi como tenho coisas obsoletas que o tempo foi guardando, vi que a importância das coisas é extremamente temporal, as coisas morrem no tempo, assim como as pessoas.
Encontrei velhos brinquedos, aos quais eu tanto amava quando menino, encontrei meus primeiros versinhos e poeminhas, cheios de rimas bobas e inocência...Poesia inocente, como eu sinto falta disso. Hoje em dia até minha própria poesia carrega minha culpa. Encontrei meus velhos livros sobre vampiros, hoje eu abandonei minha obsessão pelos vampiros e acabei me tornando um deles de fato...um vampiro de mim mesmo, que sugo meu próprio sangue diariamente e o cuspo por não agradar-me o seu gosto.
Encontrei minhas velhas cordas de violão, já tão enferrujadas, tão comidas pelo tempo, tão desafinadas pelo passar dos anos...
Quando se muda de casa, estranho, a gente joga fora um monte coisas obsoletas, mas também leva consigo outro tanto delas. Isso é o apego, é o carinho que se tem pela coisa em si, ou pelo momento que ela possa ter representado...uma velha pelúcia mofada é lixo; uma velha pelúcia mofada que a décadas atrás foi prova de um grande amor é símbolo. Nós seres humanos carregamos coisas obsoletas por termos as transformado em símbolos de algo ou alguém. O pior dessa moral da história não são as coisas, mas nós mesmos...Nós mesmo quando nos tornamos obsoletos pra alguém acabamos nos tornando símbolos do passado.
Mudar de casa é mudar-se em si mesmo, pois a casa antiga de alguma maneira se agrega ao morador, entra nele e não que sair...agora tenho que me acostumar com novos degraus, com a posição dos interruptores de luz, com as portas de vidro que refletem minha imagem fantasmagórica caminhando na insônia da madrugada atrás de um copo de água. Tenho que me acostumar a tomar outro caminho quando chego da rua...imagine só que mal seria bater à casa antiga pensado ainda lá morar e se deparar com os novos moradores, habituando-se sem dúvida também ao novo convívio de lar.
Mudar de casa é começar a marcar um novo tempo no tempo, é recomeçar coisas do zero, comprar móveis novos sendo que os antigos nem eram ruins; simplesmente pelo fato do “novo”; o novo combina consigo mesmo, coisas novas cheiram a coisas novas...não é que as coisas antigas cheirem mal, é que elas apenas não tem mais cheiro algum.
Pode-se dizer uma infinidade de aforismos, frasesinhas a respeito da mudança de lar..mas trazendo a palavra pra dentro de si mesma é por isso que mudar de casa não é transferir-se, não é deslocar-se, remanejar-se, desmorar-se, mudar usa o sentido mais abrangente do significado, quando a gente muda, a gente muda.


Sander Ventura em 28/08/09

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Dança

Nos cabelos, uma trança
Que balança
Se seu corpo de criança, dança.
Quase ao chão alcança e aliança, mansa.
Não se cansa
Só se lança
A medida que avança.

O grande lance
É a nuance
Da tal trança

Que balança.




Sander.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Divã

Eu minto tão bem que posso enganar até intuição feminina
A fé vem além, o curandeiro contra os avanços da medicina
Eu digo amém, E quando lhe digo tudo que rezava se torna tão claro
Na pele de quem ouviu minha prece num raro momento, num raro disparo

Quando o relógio me passou para trás
Quando o minuto veio assim tão fulgás
Quando a parede se torna um muro
Quando lhe digo a verdade, inseguro, então

Eu minto tão bem, que posso enganar até todos os dias do meu amanhã
Além de refém, também sou o bandito que trancafiei o meu próprio divã

Quando meu mundo se tornou universo
Quando meu texto já não coube em meu verso
Quando aquele muro se torna muralha
Quando a própria guerra perdeu a batalha, então

Eu minto tão bem, mas não posso mentir pra tal intuição feminina
A fé foi aquém, já não acredito na mera verdade que seja mais fina
Eu minto tão bem
Não acredito em ninguém
Eu minto tão bem
não acredito em mais ninguém.




Meus caros, essa é a letra da minha música nova! Espero que gostem
Sander Ventura

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Assim pude trazer você de volta pra mim...

Perder é um lance muito complicado..Nenhum ser humano, absolutamente nenhum gosta de perder...O meu amigo perdeu um parente próximo..e eu fico imaginando o tamanho dar dor que sente, o meu irmãozinho perdeu o seu joguinho favorito no computador, fico imaginando a dor que sente, minha irmã acaba de perder o namorado, e a dor que sente...As mulheres escondem bem as dores, mas que ela sente, fato, sente. Eu perdi a mim mesmo a algum tempo atrás, mas só assim, como dizia o imortal, mas não imorrível Renato Russo, só assim eu pude me trazer de volta pra mim...e agora aqui escrevo pra vocês, em meio a tantas reticências e perdas.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Intacto

Presto atenção a muito tempo no cheiro das casas
Cada qual com sua intenção particular
O cheiro é o que guia as internas estradas
É a personalidade de cada alheio lar.

Se passam anos, décadas, se o tempo pára.
Tudo se esvai. Mas O cheiro fica intacto.
E quando se abre a porta o aroma que dispara.
Causa inda, silenciosamente, o mesmo impacto.

As pessoas morrem, redecoram toda a sala
Se antes era modesta, agora cheia de gala
Mas uma coisa - uma coisa - é imutável.

O cheiro das casas é, por assim dizer, eternizado
Depois de tanto eu ter os comparado
Vi que cada um, em si, é inigualável.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Sobre o Dom

O dom sem disciplina é uma piscina, apenas um protótipo de mar.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Visitem:

www.myspace.com/quintasdefevereiro

sábado, 16 de janeiro de 2010

O Motivo

Entre o raro e o ralo, o sou
Entre o tudo e o nada, o fui
Entre fim e o entre restou
O que entre eu e o ralo influi.


Ventura

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Um Pedido Ao Papel

Tenho medo que o papel vomite um verso ruim.

É que eu ando meio desgastado
Com a cabeça sem alma
e com a alma sem mente
a minha mente não sente
a minha alma não pensa em nada.

Ó meu caro papel
Que recebe calado o que escrevo.
e só escrevo todas essas minhas queixas
e esta melancolia sem sentido

Te peço que não me atire de volta essa tristeza resguardada.

Caso queira livrar-se dos meu versos mal logrados.
Entregue-se ao tempo
Para que ele lhe envelheça
Lhe amarele e por fim lhe desintegre.


Sander Ventura

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Um Desabafo Musical

A música brasileira tem passado desde meados dos anos 90 por sua Idade Média. O que eu tenho visto nos meios de comunicação, são artistas carniceiros e sem talento algum que não seja o rebolado, ou as infâmes letras pornô-chacotadas. Desde o lançamento daquele disco "Furacão 2000" eu tenho rezado todas as noites antes de dormir para que essa inquisição musical se acabe. E é isso que eu velho pedir, acresentar, agregar e outras tantas verbalidades que caberiam no contexto. Pessoal, vamos fazer musica "renascentista". Vamos acabar com isso que alguns críticos idiotas e vendidos ao dinheiro tem chamado de "globalização musical das camadas mais pobres", a pobreza existe porque é um fruto da falta de educação, e sinceramente essas músicas pornográficas e doentias que chamam de funk, de axé bahia, músicas que falam da buceta da mulher como se fosse um playground pedofílico, e do "biquini enfiado no rabo" como um símbolo nacional da Brasilidade, essas músicas são a maior prova de como a educação é deixada pra trás no nosso país. Músicos desse Brasil. Vamos ser renascentistas! Pelo fim da bundalização das letras, pelo fim dos falsos silicones por trás de microfones e playbacks mal feitos, pelo fim da escuridão musical!

Um abraço a todos!

Sander Ventura

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Primeiramente...

Olá a todos, sou Sander Ventura, ou simplesmente Sander mesmo...Eu sou um protótipo de poeta, compositor, canto numa banda de melhores amigos chamada "Quintas De Fevereiro", estudo gastronomia, com enfâse em gastronomia Brasileira, e neste espaço vou contar os detalhes da minha vida chata e sórdida pra quem quiser ver! Um grande beijo!