terça-feira, 22 de maio de 2012

Mundo (Todo)

Todo mundo tem seus pensamentos vis Todo mundo tem uma agonia interna Tem um desejo indizível, por questão moral. Todo mundo tem medo da morte Medo do açoite, medo do insano Tem medo do normal. Todo mundo sofre de amores Tem suas dores, que não conta pra ninguém Todo mundo tem sua imagem no espelho, tem seu lugar no mundo.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

É interessante a diferença entre o reinado e a nascença de uma nova poesia de um dia, de uma alegria um tecido doido que nos cerca, nos acortina... por muitas vezes não me entendem... mas vejamos, caros a falta da paixão resulta no cúmulo de trabalho... não no acúmulo...no exagero... minhas paixões, tão delirantes, outrora hoje escritas por mãos trêmulas... Antes manuscritas, de coração, de caderno e Hoje, escritas numa tela, como mágica, magia. Eu antes, tive medo da imersão das palavras vãs, sabe? Hoje nem me interesso mais por métrica, nem rima, nem tema. O que vem do coração é insensato, mas é verdadeiro e a verdade, a sinceridade desse sentimento e dos pensamentos que ele causa, mesmo que sem querer... Tema! Venhamos e vejamos... O resto, todo mundo tem seu resto, seu lixo... E mesmo assim Sua poesia escondida em algum canto Seu erro de português Sua liçenca poética, ou fonética, ou o erro grotesco apresentado... Nossa crítica, nosso senso, contrasenso que seja... O que importa de verdade é a varanda A cama quente, o conforto de ter onde, ter como, ter porquê Mas por que?

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Inocência Cega

Eu estive pensando...
O que será essa linha que nos liga...
Por que tão forte e serena

Faz parte de você uma inocência cega
Um risco de aproximar-se, sei lá..

É impossível parar de pensar em você
Nem o violão, nem as noites na boêmia.

domingo, 1 de abril de 2012

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Se você quiser...

sexta-feira, 23 de março de 2012

Devaneio

Vasculho por dentro de mim mesmo..
Procuro, é claro, coisas que já não tenho mais a muito tempo...
Salta-me a veia da têmpora
O nervosismo não chega a ser fatal, mas é cruel...

O que ficou pra trás a muito trás...

segunda-feira, 19 de março de 2012

Seja Real

Eu não pensava ser real poder parar no tempo
Inconsciente como estive, tanto tempo ao vento
Quando parou só vi na frente teu sorriso raro
E o rodar do mundo esteve como num disparo.

Mesmo que você, linda Ana
Tenha teu jeito cigana
Mesmo que você, viajante
Me queira ter permanente

Que eu seja real pra você
Quanto você

Eu não sabia como era a obra do acaso
E dos detalhes do destino no correr do tempo
Quando parou só vi na frente teu sorriso vasto
Guardei na mente o eterno daquele momento

Mesmo que você, linda Anna
Tenha esse jeito cigana
Mesmo que você, inconstante
Me queira inconsequente

Que eu seja real pra você
Quanto você...

(letra de uma música nova)

terça-feira, 13 de março de 2012

O Futuro

Veja só,
Vem comigo
Pra uma praia ou fazenda
ou ali na venda do Seu Zé

A gente casa
em um segundo
Pois nesse mundo
O que basta é um morar dentro do outro.

Veja só
Que esse teu amor é o que me alimenta
A gente aguenta a vida insana
E nem reclama.

Os livros que você escreve
são meu ninho
Meu refúgio, poesia plena

Que tu és a pessoa mais bonita do universo.

Uma calma de alma
que me impressiona, sabe, meu amor?

Me chama a atenção
Se eu durmo com a Tv ligada
Onde é que você tava?

Estive no teatro
pra pegar meu figurino, papel de menino...

Você me transformou num cara bem mais sério
Com teus olhos de mistério.

Me lembro quando você tava grávida
e enjoou da minha barba
Passei três meses com o rosto de neném...

E o nosso neném
nosso presente mais completo e bonito..

Aliás,
Tô indo ali no Seu Zé
Comprar vinagre pra fazer uma conserva
Você quer alguma coisa?

Viu amor,
Quando cê terminar de escrever
Sobe aqui na varanda

Pintei um quadro, acho que você vai gostar
Senta no meu colo um pouco e deixa eu ficar sentindo teu cheiro.
Eu já falei que te amo hoje?

Amanhã a gente pode correr no parque
No feriado quem sabe ir pra praia
A gente nunca mais desceu pro litoral.

Tô com saudade de Brasília, bem...
Faz tanto tempo que não vejo meus irmãos

Sabe,
ainda hoje você me faz sorrir como a nove anos atrás..

Ah!
No mês que vem eu vou tocar em Porto Alegre
Já fico com saudade só de pensar...

Linda,
Depois vem aqui na varanda!
Vamos abrir um vinho, que o Pedro já dormiu...

Sei que é quarta feira
mas a gente dorme cedo

Por falar nisso
noite passada eu sonhei com você
Tão simplesmente bonita de blusinha azul...

São só umas palavras jogadas
pra uma mulher de fibra e beleza...
Tenho tanta pressa de você
Por falar nisso
Eu já disse que te amo hoje?

sábado, 22 de outubro de 2011

Balada para Helena

Helena é a certeza que a beleza existe
Helena é um certo dom que ainda em mim insiste
Por sempre ter no rosto, riso diferente
Lhe imagino o gosto e a morenez ardente
Por vê-la tantas vezes na noite da cidade
Me admirei por ela com sinceridade
À imagem dela em mente sempre me agarro
Que eu a via ao longe com o seu cigarro
Por vezes nessa vida me deparei com Helena
Ver na vida real a artista de cinema
O mundo fica quieto se ela se aproxima
A cena mais bonita do meu filme é essa menina
De certo que é a rara peça de toda arte
No seu olhar carrega o seu estandarte
Quando lhe perco a vista me invade grande pena
Daria o mundo inteiro pra conhecer Helena.

Ventura
09/06/2010

domingo, 9 de outubro de 2011

O brilho do mundo
da gente do mundo...
As coisas que falham
o mundo novo
novos problemas..
Deus, me salve de mim...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Flores Insensatas

Única, intacta e intraduzível
Um poema loiro de cabelo incrível
eu tentava ser um cara agradável
Só o que eu temia era ser razoável
Mas ela me olhou e aquilo foi incrível
Única, intacta e intraduzível

Percorri meu olho pela tatuagem
Se fechava o outro vinha tua imagem
Vendo teu sorriso na fotografia
Flores insensatas pra alegrar teu dia
Às vezes eu te julgo sonho impossível
Única intacta e intraduzível

O resto é silêncio de uma boca só
O mundo para quando fica ao teu redor
Os olhos de ressaca e a boca imperdível
Única, intacta e intraduzível.

(Sander Ventura)

terça-feira, 21 de junho de 2011

O signo

Refletindo no que gosto dela.
Ela é livre de espírito,
ela é livre de tristeza
Escrava do próprio sorriso

Ela é do signo que só ela tem.

dela.

O animal atingido
que chora de uma dor perene...
O suave respirar da boca dela...

terça-feira, 31 de maio de 2011

Urbano-bucolismo desvairado. Cena 1

Escuro
duro-escuro-labirinto
faminto.

Sobre dores quaisquer...

Dói pois a dor é cena de filme
é verdadeira, e falsa, e cinética
Dói, que a dor assim quando viu-me
Tornou-se estática, leviana, hipotética.

Dói, ve-se que o tempo tanto lhe causa quanto lhe cura
Mas se tanto doer, -Deus Meus!- temo doer de loucura

Dói, não sei que dói, por dor a dois.
Dói, como flor de outono
Como metáfora mal feita
Como paixão por mim desfeita.

Dói, mas que por dores eu doesse, ai de mim.
Que seja a dor, então que seja, o nascimento do amor
A profecia do meu fim.

Reflecto-inspeção

Tenho tido a impressão do completo abandono da poesia.
Faz tempo que não escrevo...as coisas andam tão amenas.
Ao menos, me contento com as novas possibilidades, e,
é bem fato que o ser humano vive em função delas...

Um novo futuro,
um grande sucesso
até mesmo um eterno amor quem sabe.

Sonhos realizam-se quando estamos o mais acordados possíveis.
Passionais (em função deles)...

Quem se importa, isso é só uma reflexão imparcial
de um cara completamente abandonado pela poesia.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Os desejos reprimidos
Os versos atirados
Os sonetos evasivos
Os poemas tão moldados...

Dela, o corpo, é infinito
Meu, o dorso, se arrepia
Ela, um copo de bom vinho
Eu, um mar de água fria.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Pra ela...

Me vem à cabeça, logo esta hora do avançar na madrugada o sorriso de uma mulher...
me invadem a sua destreza e beleza e a pequenitude agigantada por seu brilho.
Ela me invade a emoção minha, que é mais leiga.
Num arrepio, ela tão íntima, e a voz mais do que meiga...

E vi, que diz meu nome num diminutivo,
de um jeito tão ardil e tão altivo,
numa emoção desreprimida de atuação.

Mas nem me importa...Nem a porta do céu dela, nem por onde irei andar.
O que direi, no epitáfio de meus verso..
É que lhe quero com desejo de universo..
Que atrai estrela pro vestir de teu andar.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Vejamos,
são cinco da manhã...
eu, acordado e tenso, penso.

"Todas as coisas são impossíveis."

penso no que me tem acontecido nesses últimos meses...
de como a vida mudou..
e de como a vida continua a mesma coisa...
tudo bem, com certos males.

tudo mal, e com, ainda, certos bens.

Uma pessoa interessante me veio dizer...
que eu me esvaía nesse sentido.

Mas, veja pessoa...
me perdi por muito pouco.
Se me encontro...
É na madrugada.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Sobre um instante.

O tempo parou.

E as injustiças do mundo
e as guerras...
os mistérios, todos, do universo, foram revelados.

Eu, um tecedor de palavras, as perdi.
de minha boca, nada se ouvia, quando o tempo parou.

Se eu pudesse guardar,
em foto, em fatos, em memória aquele tempo em que o momento parou...
se eu pudesse viver eternamente, nem que fosse apenas a possibilidade
daquele momento, juro, viveria.

O tempo parou, no sorriso dela.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

"Lembro...
Gosto e gestos teus, tão delirantes.
e gasto todo meu tempo na sutil lembrança."

Noite clara de céu derradeiro,
eu andava, descalço no terreiro.
minha moça sentada na rede já surrada.
Minha moça, minha já primeira amada.
Antigos poemas, seus e meus.

Quintana, era meu preferido...por sua pureza, em parte
em outra, por seu pensamento maquinal de emoção.
a moça gostava de lances estrangeiros, Wilde, Dylan, Blake...
Lhe dava perdão a esta falsa intelectualidade.

Nossa roça interior não nos permitia tamanha ousadia literária.
Ora, vejamos, esta moça.